domingo, 8 de novembro de 2009

Abertura


Dúvidas, mistérios, lendas, incertezas... São muito dos diversos sentimentos que o tema desta edição digital desperta em nossas mentes. E convenhamos leitor, um tema polêmico, cercado de incertezas, mas que chama a atenção de um modo que chega a ser assustador. Porém, Freud traz a você a explicação para muitas de suas dúvidas e muitas curiosidades. Trabalharemos repletas matérias interessantes com você, nesta edição especial sobre a mente.
Temos um artigo de opinião incrível sobre a depressão, com muitos esclarecimentos. Traremos uma notícia sobre a gravidez psicológica, uma crônica sobre o amor e também um conto cômico sobre a mente dos bebês.
Você também não pode deixar de conferir nossas reportagens, enquetes, charges, notícias e uma entrevista exclusiva com a psicóloga Ivone Maria sobre um tema tão polêmico como a mentira. Com toda certeza, você se envolverá e esclarecerá muitas dúvidas sobre tais fatos.
Traremos também artigos de opinião científica sobre psicopatia e o porquê de nós esquecermos tanto.
Freud está trabalhando por você. Não deixe de conferir tantas matérias interessantes e utilitárias. E por este blog não deixe de conversar conosco, deixando seus comentários, críticas e opiniões sobre nossos textos. Ah... boa leitura e quem sabe quando você acaba – lá irá entender porque não se lembra do que eu escrevi, porque sua amiga se sente triste, porque seus filhos choram tanto e porque você precisou mentir ontem...

"A. I. Inteligência Máxima"


O filme mostra como poderá ser nosso futuro cem efeitos especiais magníficos, como já era de se esperar em uma produção de Steven Spielberg (diretor e produtor do filme).
A dramatúrgica, começa com um casal cujo filme esta doente e congelado, onde o pai toma a decisão de “adotar” um robô, com a finalidade de diminuir a dor da mãe.Esse robô foi criado com a capacidade de amar um ser humano.No decorrer do filme, o filho “real” do casal melhora e volta para casa, o que gera conflitos por causa do menino robô.Com estes, o robô não se adéqua ao comportamento humano, o que acarreta no seu abandono, sendo jogada fora, como uma máquina qualquer.
A rejeição faz co que o robô sonhe em se tornar humano para conquistar o amor da mãe, baseando-se nas histórias que a mesma contava, como por exemplo, a do Pinóquio. O que faz com que ele vá atrás de seus sonhos, passando por várias dificuldades, sendo um deles o mercado “mercado da pele”.
O filme Inteligência Artificial, é para aquele público que já está cansado de histórias repetitivas onde contém violência e baixo astral. É um filme longo, mas emocionante, o que faz com que seja prazeroso de se ver.

Uma mente brilhante


O filme conta a história de um matemático brilhante, John Nash, que aos 21 anos, formulou um teorema que o tornou aclamado por toda a comunidade científica. Mas Nash, acima de tudo era um homem doente, pois sofria de esquizofrenia, uma doença mental.
Quem assiste ao filme é surpreendido pelos delírios e alucinações de Nash, que tornam reais também, para os telespectadores, que no início do filme não sabem da doença, e por isso, crêem nas coisas que ele vê e fala que muitas vezes são frutos de sua imaginação. Embora fosse doente, Nash conseguiu ganhar o prêmio Nobel em 1994 de economia, mostrando que nunca deixou de acreditar e que suportou provas que muitos não seriam capazes de agüentar.
A esquizofrenia é uma doença que afeta cerca de 1% da população mundial, a qual ainda sofre muito preconceito, o qual não tem cura, mas existe tratamento.

Vítima de gravidez psicológica


A estudante de odontologia, Juliana Junqueira de 22 anos, revela que passou por uma gravidez psicológica, mas achou por alguns meses que seria mãe!
Ocorreram todos os "sintomas" de gravidez: a menstruação atrasou quase 2 meses, sentiu mudanças no organismo, fez 3 exames de laboratório os quais deram positivo. "Já percebia as mudanças em mim, estava inchada e tinha vontade de comer o dia todo", afirma.
Segundo a estudante, tudo parecia real, o que a levou a acreditar que de fato estava grávida. Conta que chegou a ter um sangramento na sala de espera, minutos antes de fazer a ultra-som. "Fiz o exame e o médico disse que não havia nada no meu útero, que eu não estava grávida", relata.
A "vítima" confessou que já "conversava com a barriga”. "Já tinha aceitado que estava grávida, todos em minha casa estavam sabendo", disse Juliana. Segundo ela, a médica pediu novos exames para saber o que aconteceu para ver se havia algum problema hormonal.
"Mas eu não fui atrás, não estava bem para procurar explicações sobre o que aconteceu. Meu namorado pesquisava e não achava nada. Minha médica disse para eu ficar tranquila, pois não era nada sério", comenta.
Para o médico Joaquim Lunardelli, na maioria dos casos é difícil a mulher aceitar que passou por esse tipo de experiência.Ele afirma que em mais de 20 anos de profissão atendeu dois ou três casos de gravidez psicológica, por isso os considera raros.

Entrevista:

Entrevistada: Ivone Maria da Silva,psicóloga com especialização em Psicologia Escolar;Pedagoga com especialização em Orientação Educacional;Especializada em Metodologia em Ensino e Aprendizagem.
Funcionária do Colégio Agostiniano desde o ano de 1976.Exerceu o cargo de professora do Ensino Infantil;Orientadora Educacional Infantil ao Ensino Fundamental até a 5° série(antiga);Coordenadora Pedagógica do Infantil a 5° série (atual 6° ano).Atualmente Coordenadora Pedagógica do 6° ano ao 9° ano do Ensino Fundamental e 1ª,2ªe 3ª Série do Ensino Médio, totalizando 33 anos de casa.


1-O que seria o conceito de mente?

Fonte de toda atividade psíquica e intelectual (intelecto, espírito, inteligência, alma, memória, entendimento, habilidades etc.)

2-Cite alguns estudiosos pesquisadores que tentaram explicar a mente no que se refere às emoções.

. Bandur, Albert (1925)
.Erikson, Erick Homburger (1902-04)
.Freud, Sigmund (1856-1939)
.Goleman,Daniel
.Lewin, Kurt
.Rogers, Carl Rason
.Howard, Gardner e muitos outros


3-Sabe-se que a mentira nunca foi tida como uma atitude positiva e construtiva, mas quando é que ela se torna perigosa?

A mentira passa a ser perigosa quando se torna uma atitude compulsiva. A pessoa sente a necessidade de mentir em toda e qualquer circunstância, passando, na maioria das vezes, a incorporá-la como verdadeira, para si próprio. É quando, nessa circunstância, o comportamento se torna patológico

4-Existe tratamento para as pessoas que mentem muito?

Mesmo antes do comportamento se tornar patológico, com a percepção dos familiares, é possível, desde então, uma intervenção psicológica com Psicoterapeutas credenciados no C.R. P(Conselho Regional de Psicologia); Dessa forma, quanto mais cedo, ou seja, em idade menor, identificar a pessoa com essa atitude, tanto mais fácil será sua reeducação emocional.

5-Quais as principais características de um psicopata? Como o identificar e como lidar com ele?

O psicopata por aparência é uma pessoa “normal”, porém suas atitudes são totalmente desprovidas de emoções verdadeiras. O psicopata é frio diante de qualquer episódio, para livrar “a sua pele”, é capaz de chorar, manifestar solidariedade, amizade, sendo, na verdade, tudo uma encenação. É insensível, convincente, calculista, manipulador dos sentimentos alheios; tudo o que faz é para o seu próprio benefício; desafia a si próprio para reafirmar as suas “capacidades” e, sobretudo, menospreza a inteligência dos outros.
Não é fácil para uma pessoa leiga identificar um psicopata, pois, muitas vezes, ele se confunde com infinidade de pessoas boas e bem intencionadas, existentes no mundo. Posso afirmar que o psicopata é um sujeito mau e frio que passa por cima de tudo e de todos, é bem provável, que num determinado momento, ele será “pego” nas suas atitudes “ofensivas”. Daí cabe as autoridades competentes e a especialistas diagnosticá-lo.

6-Muitas têm sido as doenças deste século, porém as doenças emocionais tais como: depressão, síndrome do pânico e outras estão em alto índice entre as demais. Essas têm levando muitas pessoas ao suicido e os índices mais altos estão entre jovens, por quê?

O jovem é um ser em formação, com emoções e sentimentos bastante aflorados. O processo de maturidade e de equilíbrio emocional só acontece coma vivência de experiências variadas (tanto positivas quanto negativas) ao longo da vida. Por isso, as pessoas se encontram mais vulneráveis (frágeis) à situações adversas.
Um dos fatores que contribui para a desestabilização emocional é a falta de parâmetro educacional dentro do seio familiar: - falta de projetos de vida compartilhados; - falta de fé no Deus da vida, vivenciada por todos os membros da família; - falta de convivência amorosa e intuitiva no seio familiar; - falta do diálogo amoroso e sincero;-falta de vivência de valores humanos entre pessoas com as quais se convive.
Além disso, a carga de informações, acontecimentos negativos trazidos pela mídia, violência, assassinatos, acidentes de toda natureza: pressão exercida pela sociedade no que concerne a identidade, autonomia, escolhas, competitividade também vão se incorporando no inconsciente coletivo das pessoas, levando-as à crises existenciais.
Faz-se necessário que todos envolvidos no processo de formação desses jovens se preocupem em olhar e ver o interior da cada um para que essa incidência de doenças psíquicas diminua. É preciso levá-los a ter esperança, a acreditar que os sonhos são possíveis, apesar dos obstáculos e pedras no caminho.

Enquete:


Quem mente mais: o homem ou a mulher?

As mulheres dão mais sinais não verbais do que estão mentindo, ou seja, mentem pior do que os homens. Este fato pode ser explicado em função da cultura. Outro dado curioso é que existe uma diferença significativa entre as pessoas cegas e as pessoas com visão normal ao mentir.
Um psicoterapeuta e supervisor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, explicou que não é fácil descobrir se a pessoa está ou não mentindo.
Tudo depende da experiência do observador. Os mais experientes observam a mentira em simples desvios de olhares, ansiedade, suor excessivo e agitação.
Ressalta ainda que existam os grandes mentirosos que conseguem controlar melhor esses sinais. Segundo o psicoterapeuta, de uma maneira geral, homens e mulheres mentem de um jeito semelhante. O que vai mudar isso é a cultura em que o indivíduo está. Se eles vivem numa sociedade machista, na hora de mentir, os homens terão traços mais frios, mais rudes.Já as mulheres serão mais sensíveis e terão dificuldade para mentir.Mas, vale salientar que essa diferença está diminuindo.O especialista contou também que o homem moderno está aprendendo a falar mais sobre o relacionamento.Afinal, ele só tem a ganhar com isso....

Quem mente mais? (pesquisa feita com 23 pessoas)
Homens: 10 Mulheres: 13

Quem admite que mente? (pesquisa feita com 23 pessoas)
Sim: 5
Não: 2
Depende da situação: 16

terça-feira, 3 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Ninguém me compreende


“Que luzes são essas, onde estou que coisa esquisita que e isso que me segura e me da palmadas”. Eu sou Laura um pequeno ser que acaba de nascer, não sei bem o que eu vim fazer nesse lugar, preferiria ficar nadando naquela grande piscina aquecida em que eu estava. E essas pessoas que ouvi dizer que são meus parentes me olham feito bobas, parece que nunca viram um bebê na vida, e aquele casal que é o casal mais lindo que eu já vi: a moça que atende pelo nome de Raquel é aquela q me alimenta, me “guarda”, minha mãe; e aquele belo rapaz q atende pelo nome de Rodrigo que olhar protetor, esse e meu pai.

Chega de apresentações vou contar um pouco dos meus meses de vida. Os primeiros foram horríveis, as dores não me deixavam dormir, aquelas pessoas q iam me visitar sempre me pegando no colo, ate que era legal, meus pais babando ate fazer possa no chão. Mas o pior de tudo e que eles não me entendiam para minha mãe meu choro sempre era fome ou sono, mas eu queria mesmo era conversar com ela, ela nunca me entendia. Assim se passaram quatro meses em que eu engordei muito, meus pais querem me deixar obesa!!

Agora os choros cessaram. Aos cinco meses só queria saber de puxar os cabelos da mamãe, pegava meus brinquedos e fazia a festa na casa. Minha mãe não ficava mais comigo, ela contratou uma pessoa para brincar e me dar algo que parecia o seu leite: a mamadeira. Mas ainda ninguém me entendia tudo que eu fazia era interpretado de outra maneira, a babá me entendia errado, quando eu falava ela não entendia, será que eu falo grego!!

Tentei me comunicar de todas as maneiras. Já que eles não entendiam o que eu falava, tentava chorar, tentava gritar, bater nos brinquedos, ate escrever com as letrinhas de plástico eu tentei, mas não funcionou. Quando eu me estressei minha mãe entendeu que eu a chamava: “mamãe”. Ela achou lindo só que eu queria que ela me alimentasse porem ela ficou tão deslumbrada que nem me deu mais moral. Com isso se passaram mais quatro meses na minha vida e eles não me compreendiam, estou ficando louca!!

Papai e mamãe estão organizando uma grande festa para mim, pois daqui a alguns meses eu vou completar um ano de vida e espero que a partir desse dia eles e minha família me compreendam. Assim sendo compreendida eu poderei pedir tudo o que quiser e eles vão me atender, afinal eu estou mesmo precisando de uma boneca nova papai, papai, droga ainda não me compreende.

A desobediência do tempo



Nos filmes os casos amorosos e seus finais são surpreendentes. No caso de “O Curioso Caso de Benjamin Button”, esta definição é elevada à enésima potência, já que a história — baseada em conto de F. Scott Fitzgerald, certamente pouco conhecido no Brasil — faz com que os encontros e desencontros de quem ama desobedeçam até à linha do tempo… ou seria o tempo que desobedece à evolução dos caminhos do amor ?
Desde as primeiras cenas, onde o grande relógio nos lembra que não dominamos o desenrolar de cada pequeno momento de nossas vidas, o filme de David Fincher é extremamente tocante e, bem filmado, emociona sem apelos forçadamente dramáticos. Tudo é ficção, até pela inusitada situação do protagonista, mas ao mesmo tempo tudo é intimamente ligado ao cotidiano dos sentimentos de qualquer indivíduo, mesmo que não passando nem de longe por uma situação tão estranha como a de Benjamin (Brad Pitt). Eis que crescimento, maturidade, idade cronológica, as experiências da vida e a intensidade do amar se misturam, se confundem e se expõem totalmente atemporais, de forma tão tocante que dificilmente fará com que o espectador saia ileso da sala escura.
O elenco é maravilhoso. Bom é rever a sumida Julia Ormond (como Caroline), que liga o presente ao filme, rodado em Nova Orleans e com a trágica passagem do furacão Katrina como pano de fundo. Destaque para a participação da sempre excepcional Tilda Swinton (como Elizabeth Abott), e prestem atenção em Elle Fanning fazendo Daisy aos 7 anos de idade.Cate Blanchett é uma atriz notável. Com um excelente trabalho de maquiagem e expressão corporal, Cate impressiona dando vida à protagonista feminina em diversas idades: emociona o espectador em cada uma delas.
Mas o filme é mesmo de Brad Pitt ( Benjamin Btton). Sua caracterização deixa inclusive o espectador muito curioso sobre o que foi necessário além de maquiagem para compor as diversas fases do personagem Mas Pitt vai muito além disso: numa ótima interpretação concisa e tocante, dá veracidade a cada época da vida de Benjamin, personagem que seria um grande desafio para qualquer ator. Indicado ao Globo de Ouro, ao BAFTA e ao Oscar de melhor ator.
Há muito que falar sobre o filme, mas é melhor deixar que você espectador viaje nesta bela história. Levem seus lenços, as lágrimas são inevitáveis.

As controversas da cegueira




A civilização entra em colapso, mas os personagens principais, não sabem do que acontece do lado de fora de uma quarentena que não tem fim. Um filme que mostra que preconceitos e incompreensão se agravam quando o ser humano é colocado em situações-limite: isto descreve apenas em parte o filme que Fernando Meirelles apresenta ao público em sua versão do best-seller de José Saramago, “Ensaio Sobre a Cegueira”.
O filme incomoda e gera opiniões diversas, pois mexe com sentimentos igualmente diversos que mistura humilhação, estupro, racismo e principalmente intolerância. Fome, sede e libido vão tornando o local num sanatório dos horrores.
Entre o livro e o filme há pontos controversos. Na versão em cartaz, o personagem de Danny Glover narra à trama, mas em apenas poucos momentos. Faria mais sentido se a narração fosse feita com mais frequência ao longo do filme e não apenas em algumas poucas cenas… ou, ao contrário, fosse suprimida de vez.
O mais importante, para gostar do filme, é não exigir esclarecimentos (”por que isso aconteceu?”). O mergulho de Meirelles vai além das explicações pontuais: é melhor se concentrar na mudança do comportamento humano, em personagens que não têm nome e são tão bem interpretados pelo ótimo elenco. Gael Garcia Bernal (rei da Câmara 3) e Julianne Moore (esposa do medico) dão show, com boas participações de Alice Braga (mulher com os óculos escuros), Mark Ruffalo (medico que perde a visão) e do já citado Danny Glover (velho da venda preta), com direito a ponta da ótima Sandra Oh (ministra da saúde), entre outros.
Um dos melhores filmes, em minha opinião. Que evidentemente, pode não ser a sua, principalmente neste filme tão controverso quanto instigante. Mas lógico que vale a pena assistir esse filme, que ilustra nossa sociedade.

Amor próprio

Pode não parecer, mas falar sobre nossos próprios sentimentos não é muito fácil. Entende-los, então, é uma tarefa muito mais complexa do que se pode imaginar. Porém é essencial saber lidar com estes, hoje nosso tema, é a depressão.
É extremamente aceitável que haja variação de sentimentos, e isso é altamente normal. Um dia triste, uma dia alegre, um dia de euforia ... Porém, é preciso que se reconheça que quando a maioria dos dias são tristes, desanimados, monótonos... algo não vai bem!
A pessoa depressiva se encontra sempre “pra baixo” para ser reconhecida como tal, deve estar em estado deprimido a pelo menos duas semanas. O doente não tem interesse em nada, tem dificuldade de concentração, se sente fracassado, é pessimista, tem dificuldade para tomar decisões, chora atoa... Porém, na maioria dos casos o doente não se assume como um depressivo e não busca tratamento, o que agrava o problema.
Os amigos, por sua vez, nem sempre fazem bem ao doente. Neste caso, o papel do amigo, parente ou ate mesmo companheiro do depressivo é de “escutar”; de modo que por querer ajudar, o amigo da conselhos e isso não é recomendado pelos psicólogos, estes aconselham que se escute o depressivo, porque é disso que ele precisa.
A depressão pode levar o individuo a morte pelo suicídio, porém como a maioria das doenças, tem cura. E esta se dá com um tratamento que ocorre através de sessões com psicólogo, trabalhos voluntários, para que o doente venha a se sentir útil, há também ingestão de anti-depressivos. O período de tratamento varia de acordo com o paciente.
No século XXI, temos a depressão como uma das doenças mais presentes na sociedade e isso é desencadeado por diversos fatores; a pressão imposta pela sociedade (através de padrões estéticos, campos de trabalho, normas, preconceitos...), a ausência da base familiar, falta de metas, ou ate mesmo a ausência de um Deus; os motivos variam de acordo com a sensibilidade do individuo.
O que nos mostra que se há necessidade de respeitarmos nossos limites, princípios, relacionamentos... Temos que ter a consciência de que nem sempre vamos ganhar e temos que saber lidar com as derrotas e isso pode ser trabalhado desde a infância; onde a simples ação de um pai sempre permitir que seu filho ganhe em um jogo, isso limita a criança de compreender que na vida se perde e se ganha. Antes de mais nada, nós precisamos nos amar!

Esquecer é saber


Carlos? Pedro? João? André? Julio? Enfim, qual é mesmo o nome daquele cara que eu conheci ontem? Ou então, onde coloquei minhas chaves? E ainda tem aquela pergunta típica, sobre o que é que estávamos falando mesmo? Memória, um mistério da humanidade.
Afinal, leitor, porque é que esquecemos aquilo que mais queremos lembrar? É fato que quando nos lembramos de algo isto nos leva a lembrar de outros acontecimentos. Por exemplo, você esta fazendo uma prova, e cai uma questão sobre um assunto que você estava discutindo minutos antes do inicio da prova com uma amiga, que por acaso, foi a mesma que saiu com você sábado, naquela festa que enquanto tocava “aquecimento da mc Jenny” você ficara com aquele cara que você não lembra o nome, mas que no dia seguinte você adicionou no Orkut e ele te mandou um recado perguntando: “quem é vc?”. Como assim quem é você? Enfim, nos lembrar de algo, pode nos trazer varias lembranças.
O que me deixa confusa, e provavelmente o deixara também (ou não!) é o fato de saber que além de lembramos de uma coisa esta lembrança nos trás outra, também nos esquecemos de outras lembrança ao executar a mesma ação. Como assim? Quer dizer que, ao me recordar de algo eu me lembro de outros e esqueço alguma coisa? Isso mesmo! Isso ocorre porque a memória é formada entre a ligação entre neurônios, e quando você se lembra de algo essa ligação sofre uma alteração, mesmo que seja mínima e é onde você esquece.
Você deve estar se perguntando, porque é que você não esquece algumas coisas do tipo, o seu primeiro beijo, suas aprendizagens, como dirigir, a dança do “créu”, enfim, o cerebro usa um tipo de memória para cada tipo de informação que seja armazenada.
A memória, na pratica, se divide em cinco. A memória processual, é nela que você deixa o manual de como andar de bicicleta e não esquece nunca. Pense em um elefante rosa, pensou? Esta é sua memória visual, que lhe permite lembrar de lugares e rostos, por exemplo. Ou então, lembrar daquela festa em família, daquele seu parente que se foi, esta é a sua memória episódica, onde estão acontecimentos de sua vida. Existe também a memória topocinética, que é aquela que grava seus movimentos e registra a posição do corpo no espaço. E enfim, a memória semântica, que é a do conhecimento, que te permite saber quanto é 3x3, por exemplo.
“Eu sou linda, absoluta, eu sou Sthefane, no meu crossfox eu vou sair, vou dançar, me divertir”, sabe aquelas musiquinhas que você ouve uma vez e ela fica na sua cabeça? Então, enquanto você se lembra dessas musiquinhas “as outras memórias” ficam prejudicadas e muitas vezez são aquelas crucias. Como mecanismo de defesa, existe o esquecimento, por incrível que pareça, esquecer é saudável. Imagine você, se lembrando de todos os seus erros, todas as suas dores, todas as suas perdas? Seria terrível e desnecessário.
É preocupante observar que nossa sociedade regride quanto a memória, pois graças a tecnologia e novidades nos estamos cada vez menos usando e exercitando a mesma. Podemos observar isto facilmente em nosso cotidiano, aquele numero de telefone que você anotou direto na sua agenda ou no seu celular, junto com a data de aniversario do seu pai, ou então aquela “cola” que você fez por não treinar sua mente a lembrar da matéria da prova.
A memória tem uma capacidade incrível, inimaginável, porem a utilizamos cada vez menos. “Para alcançar conhecimento, adicione coisas todo dia. Para alcançar sabedoria elimine coisas todo dia” afirma Lao Tsé Tung, famoso filosofo e alquimista chinês. 99% das informações que vão para a memória são esquecidas minutos ou segundos depois, pois desta forma a nossa memória, não vira um entulho e tem capacidade de saber mais, Afinal, qual é mesmo o titulo dessa matéria?

A necessidade de uma falsa verdade








Idade, altura, peso, nome, namoro, telefone, drogas, sexo e rock’n roll, essas são algumas das diversas causas que nos induzem a mentir, seja ela para tranquilizar seus pais, para evitar o sofrimento dos filhos, para não feriai a auto-estima dos amigos ou até mesmo para ser aceito em um certo grupo social. Enfim, mentimos com facilidade quando o objetivo é a auto defesa ou até mesmo a boa imagem de si. Ainda sim, segundo estudiosos, a mentira não é necessariamente alarmante.
‘’O mentiroso é a própria base da sociedade civilizada’’, afirmou o escritor irlandês Oscar Wild. A frase expõe a ideia de que mentira é algo necessário, pois sem esta, as relações em sociedade seriam um desastre. De modo que, sem esta o homem também não teria impulso criativo, pois quando mentimos, mostramos maior atividade no córtex frontal (aérea ligada a atenção e concentração). Na Grécia antiga, a mentira era vista como forma de criatividade. Mas atualmente, apesar de necessária, é muito criticada.
Com tudo, a mentira pode tornar-se patológica, a partir daí, se torna perigosa. O auto engano e a mitomania são exemplos patológicos, em que a mentira se torna verdade para o outro e para si mesmo. No auto engano a mentira pode ser comparada a doença cleptomania, onde o doente, rouba sem necessidade. Um dos casos mais famosos de mitomania é de Frank Abagnale Jr., cuja historia foi levada ao cinema por Steven Spielberg no filme Prenda-me se for capaz com Leonardo DiCaprio. Aos 17 anos Abagnale Jr. Já havia acumulado mais de US$ 40 mil com fraudes bancarias e viajado por dezenas de países como falso piloto de avião. Para fugir da justiça, ele se passou por médico, professor e advogado, sempre com nomes falsos. Até ser preso aos 21 anos, na França, ele passara US$ 2,5 milhões em cheques falsos. Frank Abagnale Jr. fez um acordo com o FBI e ganhou a liberdade em troca de ajudar na captura de outros falsários – o que tem feito desde 1974. Depois de tanto enganar e mentir, ele parece ter encontrado sua vocação.
Como vimos na entrevista dada por Ivone Maria, psicóloga do colégio Agostiniano, existem tratamentos psicológicos para estas e quanto mais cedo identificada, mais fácil se torna o tratamento.
Platão já dizia; ‘’Mentir de forma consciente e voluntária tem mais valor do que dizer a verdade de forma involuntária’’, não que a mentira seja algo ‘’correto’’, mesmo que as vezes necessária, pode se tornar involuntária, como a transpiração, por isso, tente transpirar menos.

Eles ficaram famosos por inventar mentiras sobre si mesmos:
1) Kelly Tranchesi; essa foi a identidade usada por Kelly Samara Camargo dos Santos para aplicar golpes. O pseudônimo sugeria parentesco com a dona da butique de luxo Daslu. Acusada de furto, falsidade ideológica e estelionato, Kelly afirmou que mentia para chamar a atenção da mãe, que a abandonara aos 2 anos.
2) O herdeiro da Gol, Marcelo Nascimento da Rocha chegou a conviver com famosos fingindo ser filho da companhia aérea Gol. Em 2005, em lançou o livro Vips – Historias reais de um mentiroso,em que narra esse e outros golpes que o levaram a prisão.
3) O conde de Hollywood: diretor de filmes como O ouro e a ambição, Erich Von Stroheim (1885 – 1957) foi uma celebridade do cinema mudo. Anos depois de sua morte, descobriu-se que ele não era um conde austríaco, como dizia, e sim filho de um chapeleiro de Viena que emigrou para os EUA. Sua auto biografia é repleta de invencionices.
4) Clark Rock Efeller; passando-se por herdeiro da família americana de magnatas, Christian Karl Jerhartsreiter,um alemão que fora estudar nos EUA, arrumou emprego, casou se e teve filhos. Ao ser preso em Baltimore, em agosto passado, vivia sobre outra identidade falsa, Charles Smith.
5) O repórter que mentia: Jaysom Blair publicou mais de 600 reportagens no The new York times antes que os chefes começassem a desconfiar de suas historias (boas demais). Descobriu se que Blair inventava fatos e entrevistados. O jornal pediu desculpas aos leitores e admitiu que o episodio foi um dos pontos mais baixos de seus 156 anos de historia.
6) Auto biografia ficcional: em 2203, a apresentadora de TV Oprah Wilfrey transformou em Best-seller as memórias de James Frey, que narrava suposta vida como viciado em álcool e drogas. Três anos depois, Frey admitiu que o livro era forjado, foi condenado a ressarcir os leitores que se sentiram enganados. O livro vendeu mais de 5 milhões de copias.
7) O camaleão: O Frances Frédéric Bourdin ganhou esse apelido por ter assumido 39 identidades em 15 países. Ele conseguia se passar por crianças e adolescentes mesmo já trintão. Seus disfarces enganavam médicos e policiais, curiosamente, Bourdin nunca buscou lucro com suas fraudes.


Fixação








"Ninguém ama outra pessoa pela qualidade que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação de matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados."Um dia desses,lembrei-me dessa frase de uma crônica de Arnaldo Jabor, foi nesse dia que flagrei meu coração acelerando,minhas mãos tremendo e suando, e o nervosismo se instalando sorrateiro em meu peito...era amor.
Sabia que não era a única no planeta a sentir tais sensações, mais o que me fazia sentir tão bem naquele momento era estar ao lado dele, conversar, trocar idéias e seus beijos...aah seus beijos.Logo o amor que no fim do Renascimento era tido como doença: uma infecção contraída pelos olhos, que se instalava no coração, escravizava o cérebro e poderia levar à morte - e para sua cura era recomendado muita alface, banhos gelados e unguentos- é como uma droga para o corpo de um viciado, que assim como a sua falta causa uma espécie de crise de abstinência.
Foi isso que ele se tornou para mim: uma droga que me viciava e consumia.Cega de amor entreguei-me a ele, só queria estar ao seu lado.Com isso fui distanciando-me da minha família e de meus amigos, que para mim não eram tão importante como ELE.
Dizia amá-lo tanto que não percebi que esse amor vinha apenas de minha parte, até que em uma tarde de novembro, tudo havia acabado, foi daí que percebi que todas as nossas jura de amor foram falsas, que todos os beijos e abraços foram em vão e que tudo que havia planejado para nós havia desaparecido em apenas uma tarde.
Decidi assim que a vida não tinha mais sentido para mim,pois tinha depositado todos os meu sonhos e a minha esperança em alguém que não queria mais me enxergar, e pior não queria mais me amar.Toda essa indiferença fez-me sofrer e tomar uma decisão na vida, ou melhor, contra a minha própria vida, que não possuía mais nenhuma valor.
Resta-me apenas despedir da pessoas que deixei de amar por causa dele, repetir as palavras de Renato Russo: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão" .Adeus mãe e pai, foi tudo culpa dele....


Um mal comum



Maníaco do Parque em NY, irmãs Papin, maníaco do parque de SP... Dentre muitos outros casos. Os autores? Homens aparentemente inofensivos, educados, altamente prestativos, solidários, gentis, dóceis. O amigo(a), namorado(a) que sua mãe sempre sonhou! Pessoas que conquistam rapidamente sua confiança, talvez por lhe dizer exatamente o que você deseja ouvir. Esses são os psicopatas, também conhecidos como sociopatas.
Não digo que todo psicopata é um assassino em série, nem que todo assassino em série é psicopata, porem, o psicopata tem comportamento anti-social crônico e possui caracteristicas impares que geralmente são imperceptíveis.
O psicopata não sente culpa, de modo que não se arrepende, não sente remorso, ele tem a certeza de que nunca está errado, pois justifica e acredita que tudo o que faz é em beneficio próprio. Mente com facilidade e de modo extremamente convincente. É extremamente manipulador e egoísta.
O Q.I. do psicopata é acima da média. Eles conseguem se passar por médicos, advogados, professores... sem nunca terem cursado uma universidade. O psicopata não sente afeto e menospreza suas vitimas; eis ai um de seus pontos fracos.
Comete todo e qualquer crime friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do polígrafo, porque o seu rítimo cardíaco não altera quando profere mentiras nem quando comete crimes.
O psicopata não tem consciência, é um defeque geralmente se apresenta aos 7 anos. O sociopata dificilmente é desmascarado, reconhecido como tal e punido (estimasse que apenas 20% dos psicopatas estão presos), porem, não são tão raros como imaginamos, estes homens aparentemente amigos, correspondem a 1% da sociedade; olhe para os lados!

A máxima inteligência




O termo super dotado faz referência a uma pessoa que, teoricamente, possui habilidades cognitivas significativamente acima da média. Ainda que muitos cientistas discordem da possibilidade de se efectuar tal tipo de avaliação, uma das medidas consagradas é a avaliação de Q.I. O coeficiente intelectual. Normalmente se considera super dotado o indivíduo que apresente um resultado muito alto (nos 2% mais elevados da população), em uma bateria de testes das diversas inteligências, onde o Q.I. Geral é apenas uma destes. Frequentemente essas pessoas tem Q.I. Superior a 120 ou 130.
Tradicionalmente a medicina considera importantes os estudos da estrutura mielina (substancia lipídica, que rodeio fibras nervosas, fazendo com que tenham uma condução de impulsos nervosos mais rápida) dos neurônios: de um funcionamento mais otimizado do cérebro com as causas da capacidade superior.
Essas pessoas normalmente destacam-se na área intelectual, embora haja superdotados na área motora e na área social. Normalmente um ser desse tipo tem interesse maior em certas áreas, a nível intelectual. A super dotação apresenta características variadas, mais existem algumas que são mais identificadas como: rapidez e facilidade de aprender, criatividade, independência de pensamento, senso de humor, capacidade incomum de raciocínio, interesse pela leitura e outros.
Algumas dessas pessoas, renomadas são: Isaac Newton, grande físico e matemático que nos ajudou a desvendar vários fenômenos físicos como o da gravidade; Pascal, que é autor de um dos 5 exercícios de matemática de um bilhão de dólares, ou seja, exercícios com grau de dificuldade bastante elevados.
Entretanto, actualmente quem se destaca no meio dos super dotados é o indiano Akrit Jaswal, que ao 7 anos fez a cirurgia na mão de um garoto, em seu pais. Hoje com 17 anos ele já foi convidado a entrar em uma renomada universidade dos Estados Unidos, Um de seus maiores sonhos é o de descobrir a cura para o câncer e ele afirma: “não sei quanto tempo demorarei para achar, mais vou lutar ate conseguir”.
É esperar para ver, mas com tanta determinação e inteligência e realmente possível que em breve tenhamos a cura para o câncer e assim Akrit Jaswal se “eternizará” como Einstein, Pascal e outros que colaboraram para entendêssemos melhor os mistérios da vida e assim compreendêssemos e vivêssemos melhor.